“Eu, Elianai, prometo amar-te e respeitar-te até o resto da nossa Declaração de Imposto de Renda”

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Como estamos na época de Imposto de Renda, vou contar a vocês um caso bem interessante que aconteceu comigo há muitos anos atrás. E coloca anos nisso…

Antigamente, o Imposto de Renda era feito através de formulários em papel que eram disponibilizados pela Receita Federal, então, fazíamos um rascunho da Declaração e, depois, datilografávamos e entregávamos nos bancos.

Eu recebia os informes do cliente, fazia um esboço da declaração, conversava com ele, e discutíamos, item a item, os dados fornecidos. Depois, datilografava, ele conferia comigo, assinava e tudo era entregue no Banco. O cliente levava em uma pasta (sim, aquelas pastas com elástico) o rascunho e os documentos que comprovavam o que havíamos declarado.

Pois bem, um cliente (senhor já na faixa dos 50 anos) perdeu a pasta do ano anterior, e ele era daqueles que não têm muita paciência para conversar com o contador (conhece alguém assim?). 

Sempre correndo, sempre apressado, e já tinha trazido anotado em um papel o que tinha que ser declarado – inclusive os dependentes. Não quis conferir nada, pois estava com muita pressa! Pois bem, entreguei a declaração e ele levou sua pasta com o rascunho que eu havia feito.

Um tempo depois, ele chega desesperado e esbaforido no escritório! Suado e assustado, me pergunta:

“aonde você achou esse nome de dependente?”

Eu respondi

“o senhor que me passou a informação”,

ao mesmo modo que ele me responde:

“essa mulher (a que estava como dependente) é minha amante, e minha mulher está muito desconfiada. E olha, menina, eu mantenho esse caso há 20 anos e ela nunca desconfiou! Você vai dizer à minha esposa que você copiou essa informação errada? Me ajuda!”

E não é que a esposa foi até o escritório, e eu, aos 15 anos, tive que dizer a ela que havia errado e que estava corrigindo essa informação – e o interessante é que o nome era da amante e a data de aniversário era a da esposa.

Bom, o que podemos tirar de lição dessa dessa história é:

  1.       Converse sempre com seu contador no período da entrega da declaração. Observe o que está declarado. Confira sempre antes de autorizar o envio;
  2.       Hoje, as pessoas não têm tempo de conversar com seu contador sobre sua declaração, não analisam, não planejam o ano seguinte, não querem entender. Isso é muito grave.

Com a informatização, perdemos o contato pessoal, aquele olho no olho quando você conta ao seu contador o que ocorreu no seu ano.

Aproveite esse momento! Conte a ele sobre o que você pensa em termos pessoais para o ano seguinte, o que pensa em  comprar, vender, ele pode te ajudar a fazer esse planejamento.

Eu amo essa época do ano, pois tenho muitas visitas aqui no escritório, ouço muitas histórias (por isso, tenho muitas histórias), comemoro com o cliente sua ascensão pessoal e, também, discutimos e refletimos sobre o que ocorreu quando há um insucesso, pois a Declaração de Imposto de Renda conta nos números a sua história.

E mais uma coisa: muita atenção se tiver um caso extraconjugal (sem julgamentos), pois a sua Declaração de Imposto de Renda pode te denunciar. Ah, e o cliente continuou casado por muitos anos.

Beijos e até a próxima.

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